A intervenção urbana é uma forma de arte cujo objetivo é interagir, de maneira criativa e poética, com o espaço cotidiano e as pessoas. As intervenções são capazes de reinventar, ainda que momentaneamente, novos sentidos ao espaço escolhido e suscitar novas percepções às pessoas.

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4.4.16

Sarau do PI: ressoando as vozes femininas

No sábado dia 19 de março aconteceu no SESC Taubaté mais uma edição do Sarau do PI, dando continuidade a temática da Literatura Feminina Contemporânea, iniciada na Casa das Rosas em 2015 com um ciclo de quatro edições.

O sarau do PI é uma tradição, originada em 2010 quando tínhamos nossa antiga sede na zona norte de São Paulo e reunia amigos e pessoas interessadas em partilhar experiências artísticas, pequenas cenas, leituras, performances e canções. Em 2015 o projeto ganha uma nova força com a escolha de abordar a literatura feminina contemporânea e novas artistas, dando voz para essas produções. Assim, ocupamos a Casa das Rosas no primeiro semestre daquele ano, agregando pessoas à discussão e divulgando essas novas produções.

Agora em março a convite do Sesc Taubaté levamos esse formato para cidade, realizando um sarau intimista, de muita troca e diálogo. Na programação tivemos o bate-papo mediado pela Talita Mochiute, parceira nossa para área de literatura, com a escritora Lilian Aquino e as poesias de seu livro “Pequenos Afazeres Domésticos” e de Michele Santos, organizadora do Sarau Sobrenome Liberdade, que recentemente lançou o seu livro “Toda Via”. A conversa versou sobre as desigualdades ainda presentes no cenário artístico e literário da divulgação e espaço para produções de mulheres. O lugar de onde se escreve que é sempre carregado da história de cada pessoa.  Aqui, Michele ressaltou a importância dos movimentos de saraus e escrita independente na periferia para quebra do “EU” masculino e contribuindo para formação de outras perspectivas para jovens e garotas além do universo doméstico.  Lilian ainda colocou na prosa, os poemas de Ana Cristina César.

Mais uma vez, tivemos a presença de Paula Castiglione, grande amiga, interpretando com voz e piano grandes compositoras brasileiras: Chiquinha Gonzaga, Dolores Duran, Carolina Maria de Jesus e Rita Lee. Sem contar, a irreverência de Priscilla Toscano e Paula dando vida à musica Mulher de Fases.  Relembrando que durante muito tempo na nossa história as mulheres eram caladas ou suas composições eram assinados por homens. Ainda tivemos o experimento meu e de Priscilla de uma versão para a ação: O que você carrega na sua bolsa? , em que retiramos da bolsa objetos que transformam a nossa aparência, elementos da imposição de padrões e comportamentos sociais. Ao final, nos livramos deles e deixamos no espelho a frase: Nossos corpos, nossas regras.

Corte
Decidiu raspar os cabelos
Ela mesma
Sua intimidade com tesouras
E objetos pontiagudo
lhe dá esse ar
louco, redemoinho.
E careca,
É mais fácil sangrar.
(Lilian Aquino)

O encontro, mesmo breve, teve muita participação das pessoas, lendo seus poemas preferidos, suas histórias, falando de si e do mundo, tornando a palavra uma escuta coletiva. No espaço, também deixamos uma pequena instalação poética com um varal de postais e poemas como um cantinho sagrado de uma casa que reconta as memórias de quem ali vive, nesse caso, as lembranças de nossa trajetória.  Por fim, terminamos com a performance Me traziam a Lembrança daqui ... de Luanah Cruz,  no qual a artista se relaciona com o público usando um vestido de mais de 30 metros, um corpo-feminino-tapete, que se transforma ao longo da ação com poesias, desenhos, histórias deixados pelo público. Luanah caminhou pelas ruas da unidade, deixando um rastro ali de nossa passagem.
 
O sarau, trazendo as palavras de Talita: é mais um desses encontros importantes que nos lembram que não estamos sozinhas.  Para mim, que sugeri para o PI o disparo inicial de criarmos um sarau sobre literatura feminina lá em 2014, vê-lo acontecer sempre traz a possibilidade de compartilhar palavras, memórias, zonas de silêncio e, sobretudo, fortaleça a luta por uma sociedade menos Ele e Ela e mais NOSSA ou seria ENTRE?

Entre ser com
E ser contra
Sejamos entre
(Michele Santos)

Por Pâmella Cruz







29.6.15

Última edição do Sarau do PI, na Casa das Rosas, fala sobre dramaturgia feminina

Quarto sarau será realizado dia 04 de julho. Uma oportunidade para conhecer o trabalho de jovens artistas que pensam a literatura e a cena.

         A produção feminina na dramaturgia será o foco da quarta e última edição do Sarau do PI em 2015, na Casa das Rosas.Desde março, o Coletivo PI ocupa o espaço, uma vez por mês, mostrando a produção literária feminina contemporânea. Depois de passar pela poesia e crônica, literatura erótica e literatura de periferia, agora o Coletivo traz a produção de mulheres que unem a literatura e a cena, reforçando ainda mais a característica do Coletivo PI de unir diversas manifestações artísticas em seus eventos.
         Assim como nas edições anteriores, o sarau possui uma programação com convidados em linguagens diversas e também momentos de abertura de microfone para o público mostrar seus trabalhos ou suas autoras favoritas.
         Para encerrar a sequencia de Saraus culturais, o PI convidou para o bate papo Paloma Franca Amorim, do Coletiva Vulva da Vovó e Maria Giulia Pinheiro, do grupo Companhia e Fúria. Ambos são formados por mulheres que buscam discutir por meio da arte o universo feminino. O Vulva a Vovó nasce a partir do encontro de jovens artistas feministas e pró-feministas a fim de produzir atividade estética e poética combativa baseada em discussões sobre as problemáticas de gênero, raça e classe na cultura e na sociedade contemporânea. Já o Companhia e Fúria existe desde 2012 para pesquisar esteticamente pulsões criativas sem restrição de linguagem com enfoque temático na representação da mulher. As artistas vão falar sobre seus trabalhos individuais na dramaturgia e as pulsões que levam à criação dos dois coletivos. A conversa será conduzida pela mestre em literatura comparada Talita Mochiute e Pâmella Cruz.
         O sarau terá três intervenções cênicas. A atriz e dramaturga Pamella Martelli fará a leitura do seu texto "Entre corredor e sala de estar", encenado pela primeira vez no projeto SP Dramaturgias, da SP Escola de Teatro. O público verá pela primeira vez a cena performativa EU e ELA, encenada pelas diretoras do Coletivo PI, Pâmella Cruz e Priscilla Toscano. Na cena, duas mulheres se relacionam trocando objetos, roupas, fluídos que carregam consigo. A exploração do universo feminino e dos signos que representam a mulher permeiam as ações. A atriz Priscilla Leal trará para o sarau um fragmento de sua pesquisa sobre uma grande personalidade feminina. Baseada nas cartas da escultora francesa do final do século XIX Camille Claudel, a artista busca superar o estigma que tornou Camille conhecida - o de ter sido amante de Auguste Rodin - e busca mostrar a artista e sua relevância na história da arte.
         A última edição do Sarau conta com a finalização da ação poética "Meu corpo, minhas regras", desenvolvida por Jean Carlo Cunha. Em todas as edições do Sarau foram coletados depoimentos, frases e pensamentos em diferentes plataformas e estímulos sobre a expressão que dá nome à ação. A partir desse material, será escrita uma cena durante o evento e lia ao final do Sarau.
         A música e o audiovisual também estarão presentes no Sarau do PI por meio da participação da cantora Paula Castiglioni e do violonista Ravin Landim que vão tocar e cantar músicas do universo feminino e da exibição de trechos dos solos performativos desenvolvidos pelas artistas Angela Adriana, Isabella Dragão e Priscilla Toscano para a peça teatral Pulsão, do grupo Desvio Coletivo, em 2013.   O Sarau do PI - Dramaturgia Feminina começa às 19h na Casa das Rosas. A entrada é franca, mas é preciso retirar os ingressos uma hora antes do sarau.

SARAU DO PI - DRAMATURGIA FEMININA
Quando: 04 de julho (sábado)
Horário: 19h as 21h30
Onde: Casa das Rosas – Avenida Paulista, 37 (próximo à estação de metrô Brigadeiro)
Atividade gratuita - serão distribuídos convites para entrada na Casa das Rosas 1 hora antes do início do Sarau. Espaço sujeito a lotação.
Público: livre
  
Artistas confirmados no próximo Sarau do PI – Dramaturgia Feminina

Paloma Franca Amorim | Coletiva Vulva da Vovó
Foto: Divulgação
A Coletiva Vulva da Vovó nasce a partir do encontro de jovens artistas feministas e pró-feministas a fim de produzir atividade estética e poética combativa baseada em discussões sobre as problemáticas de gênero, raça e classe na cultura e na sociedade contemporânea. O grupo nesse momento está em processo com o trabalho autoral Tudo que Você Sempre Fingiu que Nunca Soube. A peça explora a relação entre a militarização do Estado e a vida política das Mães da Praça de Maio, que perderam seus filhos durante os regimes ditatoriais na América Latina e das Mães de Maio, mulheres brasileiras não brancas e de baixa renda, que perdem seus filhos em ações violentas da policia.
Mais informações: facebook.com/vulvadavovo

Maria Giulia Pinheiro | Companhia e Fúria
     Fotos: Vic Von Poser | Divulgação                   
Maria Giulia Pinheiro é autora do livro “Da Poeta ao Inevitável (Ed. Patuá/13) e dramaturga dos espetáculos  “Mais um Hamlet”, “Alteridade” e “Bruta Flor do Querer”, em que também assina a direção. É membra-fundadora do grupo Companhia e Fúria, em que atua, dirige e escreve. Ainda compõe o grupo, formado em 2012, as artistas Beatriz Kovacsik, Giulia Fontes, Luisa Hokema. O Companhia e Fúria foi criado para pesquisar esteticamente pulsões criativas sem restrição de linguagem com enfoque temático na representação da mulher. Atualmente, o grupo está em processo de montagem da peça “Alteridade”, com direção de Luaa Gabanini.
Mais informações: Página Companhia e Fúria

Pamella Martelli
Foto: Divulgação
Atriz, dramaturga, contadora de histórias e arte educadora. Integra o coletivo fleuma e o Grupo de Jongo Filhos da Semente. Bacharel em Teatro, atualmente é aprendiz de dramaturgia pela SP Escola de Teatro. Em abril de 2015, seu texto "Entre o Corredor e a Sala de Estar" teve leitura encenada no projeto SP Dramaturgias. Recentemente, escreveu e atuou em parceria com Marcus Mazieri e o Coletivo fleuma a peça Prática Incessante que segue agora para a fase regional do Mapa Cultural Paulista. Em “Entre corredor e a sala de estar” os seres ficcionais habitam uma casa em ruínas. Divididos em os que vão e os que ficam, a peça pretende suscitar e transgredir noções de tempo e espaço. A angustia feminina da espera, o desconhecimento do regresso e a decisão da partida estão presentes e unidos por um fio invisível chamado tempo.

Priscilla Leal
Fotos: Alex Vilas Boas
Atriz e gestora cultural. Participou de diversos espetáculos, com destaque para "Flores Anônimas" e "A última noite do Le Corselet", nos quais iniciou sua pesquisa sobre gênero. Como gestora cultural idealizou e executou o projeto "Mulheres Artistas na Ditadura", realizado em 2014, na Caixa Cultural São Paulo. Atualmente é a responsável pelo blog LAS ABUELITAS, um espaço para mulheres artistas. Priscilla irá apresentar uma cena de sua pesquisa a partir das cartas da artista Camille Claudel, escultora francesa do final do século XIX. Tinha muito talento. Muita coisa para falar. Ficou conhecida na história como amante de outro escultor: Auguste Rodin. E como louca. Mas quando a artista se olha no espelho ela vê... a artista!
Mais informações: lasabuelitas.com

Paula Castiglioni
Foto: Roni Adame
Pianista,cantora e regente, busca a naturalidade de fazer música com qualidade. Estuda música desde muito antes do que se lembra... e assim crê que a experiência artística deve enriquecer sua atuação no cenário musical paulistano. Atualmente cursa Mestrado em Música na Unicamp. Neste Sarau na Casa das Rosas, junto com violonista versátil, professor e compositor Ravi Landim, que acaba de lançar um disco “Das andanças e seus retalhos'', Paula irá interpretar músicas do universo feminino, algumas marcas de montagens teatrais, fechando o ciclo do Sarau do PI.



EU e ELA
Foto: Natalia Vianna
Eu e Ela é uma cena performativa, em que duas mulheres se relacionam trocando objetos, roupas, fluídos que carregam consigo. A exploração do universo feminino e dos signos que representam a mulher permeiam as ações. A ação será feita aberta ao público pela primeira vez no sarau, sendo encenada pelas diretoras do Coletivo PI: Pâmella Cruz e Priscilla Toscano.




Meu corpo, minhas regras
Fotos: Roni Adame
A ação poética "Meu corpo, minhas regras" foi pensada para ser desenvolvida em quatro etapas durante as edições do sarau do PI na casa das rosas. A primeira permitiu que o público através de uma caneta num caderno expressasse pela escrita sua opinião, já que o tema foi poesia. A segunda ação provocou o público a se expressar com a escrita em batom num espelho, já que o tema era erotismo. A terceira ação se relacionou com a exibição de um Documentário de Isabela Monteiro, que ao final escreveu a frase em alemão e em português em duas telas e propôs que o público se manifestasse escrevendo a partir de então. Jean Carlo Cunha irá encenar a quarta etapa com a escrita de uma cena, que se inicia na abertura do sarau e será lida no final, a partir desse material coletado durante as três ações anteriores.

Vídeo – Solos Performativos de Pulsão
Foto: Eduardo Bernardino
O vídeo é a união de três cenas/solos performativos desenvolvidos pelas performers Angela Adriana, Isabella Dragão e Priscilla Toscano para a montagem da peça teatral Pulsão, do grupo de teatro, performance e intervenção urbana Desvio Coletivo, em 2013. As cenas foram desenvolvidas a partir da pergunta: Qual a sua doença?
Mais informações: desviocoletivo.com

20.4.15

Edição de abril do Sarau do PI aborda o universo erótico na literatura e na performance



A partir da direita: Marcelo D'Avilla, Banquete Obsenu, Amor [Sem título], Sweetie Bird e 'Meu corpo minhas regras

Evento na Casa das Rosas reunirá diversos artistas e conta com a participação livre do público expondo suas principais autoras eróticas.

         O universo erótico será o centro da atenções da próxima edição do Sarau do PI, sobre Literatura Feminina Contemporânea. O evento será realizado na Casa das Rosas, localizada na Avenida Paulista, no próximo dia 25 de abril (sábado), a partir das 7h da noite.

         O Sarau do PI é uma tradição do Coletivo e tem como principal característica a união de diferentes linguagens artísticas, como música, literatura e performance. Alguns artistas já estão confirmados, mas o sarau conta também com os momentos onde o público em geral pode subir ao palco e expor suas poesias e textos próprios ou de suas autoras favoritas. Será o dia para mostrar a beleza e a poesia que carrega a Literatura Erótica e que esta faz parte de todas as pessoas e possui um espaço importante na Literatura e na arte em geral.

         Entre os convidados do Sarau estará a Ana Rüsche, escritora e pesquisadora, autora dos livros Rasgada (200 5), Sarabanda (2007), Nós que Adoramos um Documentário (2010) e Acordados (2007). A escritora mantém site anarusche.com e o blog ana erre furiosa, onde a autora publica seus textos e dá dicas sobre literatura. Entre as performances, o artista Marcelo D'Avilla assume seu pseudônimo "Sete de Ouros" e levará duas performances que discutem o empoderamento do gênero em suas multiplicidades, questionando sobre "o que é o feminino" e "o que é erótico", a ação The Lap Dance Is Present de caráter relacional e duracional e Kátia Flávia embalado por um hino pop nacional onde em sua poesia a mulher torna-se dona do morro e legitima seu poder na sociedade. Já a ação Banquete ObsceNU será realizada por Marose Leila e Barros Batista que parte da leitura de fragmentos literários do livro ‘Contos d’escárnio – textos grotescos’, uma das três obras que compõe a trilogia obscena de Hilda Hilst. A performer Sweetie Bird, fará uma apresentação burlesca a partir de uma das músicas da cantora americana Ella Fitzgerald. Durante o sarau será exibido a vídeo performance Amor [Sem Título], de Priscilla Toscano. Através da actionpainting, beijos, abraços, apertos, amassos, muito amor e tesão ao lado do performer Atton Macário, a artista pinta uma tela a partir de vaginapainting. Durante todo o sarau, o artista Jean Carlo Cunha executará a ação poética Meu corpo, minhas regras - 2, concebida para o Sarau do PI e que interliga as quatro edições do evento. A primeira ação ocorreu durante o sarau de março, sobre poesia e crônica Feminina. Um caderno foi disposto para o público onde este poderia se manifestar a partir da frase Meu corpo, minhas regras. A segunda ação parte da mesma frase e as pessoas poderão se manifestar sobre por meio de espelhos, batons e lápis de olho. "Acredito que são ações simples, que com a participação coletiva, podem ter potência e ser transformadoras, como grande parte dos ideais do Coletivo PI". Conclui Jean Carlo Cunha.

         O Sarau do PI  - Literatura Feminina Contemporânea foi vencedor do edital para promoção de Saraus na Casa das Rosas em 2015, concebido pela Poiesis. Em março foi realizada a primeira edição sobre Poesia e Crônica Feminina. Em abril, será a vez da Literatura Erótica. Em maio, dia 30, o tema será Literatura Marginal e dia 04 de julho, o sarau abre espaço para a Dramaturgia Feminina. O evento é aberto ao público e a entrada é franca.


Saiba mais sobre os convidados e suas apresentações no Sarau do PI - Literatura Erótica



Juliana Frank
Roteirista e escritora. Seu primeiro livro publicado, Quenga de Plástico (2011/ 7 letras), a revelou como um dos novos e fortes nomes da literatura erótica brasileira. Por causa dele, a escritora ganhou fama de desbocada e ousada na sua linguagem e recebeu críticas por escrever sobre sexo da forma como faz. Em 2012 participou da coletânea 50 versões de amor e prazer: 50 contos eróticos por 13 autoras brasileiras, da Geração Editorial. Em 2013 lançou Cabeça de pimpinela (7 letras) e Meu Coração de Pedra Pomes (Cia das Letras), fortalecendo a literatura de personagens femininas. Seus textos também foram publicados no caderno Ilustríssima, da Folha de S.Paulo, e nas revistas Cult e Lado7. Saiba mais sobre o trabalho de Juliana Frank em Blog: http://joufrank.blogspot.com.br/



Foto: Divulgação
Ana Rüsche

Escritora, atende também por ana erre. Ministra oficinas de criação e cursos sobre arte contemporânea. Faz o próprio pão, a própria cerveja e mora com seu cão. Há dez anos produz blogs e sites voltados para a literatura. Hoje ela administra o site anarusche.com e o blog ana erre furiosa. Seu primeiro livro foi uma edição de autor, o Rasgada (Quinze & Trinta, São Paulo: 2005), que recebeu tradução ao espanhol (Ed. Limón Partido, Cidade do México:2008, tradução Alberto Trejo, rev. Alan Mills). Depois publicou o Sarabanda (poesia, Selo Demônio Negro, São Paulo: 2007), que recebeu, em 2013, uma 2a edição da Ed. Patuá (2013). Seu terceiro livro de poesia foi o Nós que Adoramos um Documentário (poesia, Ed. Ourivesaria da Palavra, São Paulo: 2010, apoio ProAC – Secretaria de Estado da Cultura). Em prosa, Ana assina o romance Acordados (Ed. Amauta, Brasil: 2007, apoio PAC – Secretaria de Estado da Cultura), quando estruturou o projeto Distribuição por Contrabando, onde leitores escolhidos pela autora recebiam 10 exemplares do livro e se comprometiam em entregar um exemplar para outras leitores.




Foto: Paula Coradini
Marcelo D'Avilla - Sete de Ouros

Bailarino desde 2003 com formação pela Royal Academy of Dance – Londres. Atualmente assina a curadoria do festival Música.Performance do Centro Cultural do Banco do Brasil (SP). Seus mais recentes trabalhos “Gender Freeak” (2013-2014) e “The Lap Dance Is Present” (2014) fazem parte do primeiro e segundo volume do Contemporary Performance Almanac, lançado internacionalmente pela ContemporaryPerformance.org (2014-2015). O performer levará ao Sarau duas performances que discutem o empoderamento do gênero em suas multiplicidades, questionando sobre "o que é o feminino" e "o que é erótico". Sua ação "The Lap Dance Is Present" se conecta diretamente ao público pelo seu caráter relacional e duracional de uma ação feita especificamente para uma única pessoa. A performance já foi apresentada no Pop Porn Festival 5 - SP, no Porn Film Festival Berlin 9 - Alemanha e na Semana de Cultura do Mackenzie no DAFAM. Já "Kátia Flávia" carrega os ícones de uma sociedade guiada pela cultura do corpo, embalados por um hino pop nacional onde em sua poesia a mulher torna-se dona do morro e legitima seu poder na sociedade. "Kátia Flavia" foi apresentada no Pop Porn Festival 5, na Erotika Fair 2015 e no Festival Yes, nós temos burlesco, do Rio de Janeiro. Link: marcelodavilla.wordpress.com




Foto: Diógenes S. Miranda & Lua Lopes
Banquete ObsceNU

Crasso, Otávia, Flora, Josete, dentre outros personagens da escritora Hilda Hilst, convidam o público para um saboroso banquete `obscenu` a luz de velas e regado com a leitura de fragmentos literários e adoráveis bandalheiras da autora. Os personagens, apresentados no banquete pelos atores Marose Leila e Barros Batista fazem parte do livro ‘Contos d’escárnio – textos grotescos’, uma das três obras que compõe a trilogia obscena de Hilst. No excerto que será lido, o sexagenário Crasso resolve narrar suas memoráveis aventuras sexuais. Um texto muito palatável, parecendo contrariar o que dissera anteriormente Hilda Hilst de seu trabalho: “- Parece que sou mesmo indigesta”. Banquete obscenu traz à mesa uma pitada de prazer, deleite e erotismo. Um alimento muito aprazível para o corpo e a alma.

Ficha técnica

Concepção geral: Marose Leila e Barros Batista
Pesquisa e seleção de textos: Marose Leila, Barros Batista e Tatiana Schunck
Direção: Tatiana Schunck
Pesquisa visual: Juliana Mendonça do Vale




Foto: Alex Korolkova
Sweetie Bird

Uma das primeiras strippers burlescas a se apresentar no Brasil, Sweetie Bird estudou diversos estilos de dança, do balé clássico ao waacking, como meio de adquirir um belo repertório de movimentos. Co­fundadora, ao lado de Marcelo D'Avilla, do primeiro coletivo burlesco do Brasil, o The BurlesqueTakeover. Sweetie Bird, também conhecida por seu nome de registro Rejoice Sunshine e se apresenta por todo o país desde o final de 2006 e agora também pode ser vista com frequência nos palcos de Las Vegas. É apresentadora o segmento de culinária Cozinha ao Ponto no programa Pornolândia, produzido pela XPlastic para o Canal Brasil. A performer trabalha principalmente com os estilos neo­burlesco e cabaret mas recentemente começou a usar o Burlesco Clássico e Bustout como ferramentas de humor e narração, influenciada pelas aulas feitas e o contato direto com as lendas vivas do gênero.

 

Foto: Hugo Cabral
Amor [Sem Título]

Arte, performance, dança, action painting, vagina painting, amor, sexo, paixão, tesão, namoro, casamento, exibicionismo, romance, ilusão, pornografia, fantasia, homem, mulher, plurais, Adão, Eva, XX, XY, feminino, masculino. Muitos títulos, tantas definições e posses.  A performance Amor [sem título] foi concebida por Priscilla Toscano e experimentada pela primeira vez por ela e Atton Macário no III Festival Pop Porn em São Paulo. A video performance foi criada a partir desse primeiro experimento. Através da actionpainting, beijos, abraços, apertos, amassos, muito amor e tesão eles pintam uma tela a partir de vaginapainting realizada pela performer. Priscila e Atton viveram um Amor sem título durante um ano. A video performance foi editada pela artista após o término do relacionamento. Duração 6 minutos.
Fan Page: Priscilla Toscano




Foto: Roni Adame
Meu corpo minhas regras - 2

Jean Carlo Cunha cria a Ação Poética "Meu corpo, minhas regras", 1, 2, 3 e 4, pensadas para serem apresentadas nas quatro edições do Sarau do PI na Casa das Rosas. Tratam-se de ações poéticas que dialogam com as questões em torno do universo feminino, onde a decisão do uso do corpo, deve ser pessoal e intransferível, nem da igreja, nem da família e nem do Estado. É uma frase que surge em meados de 2012 no movimento "Marcha das Vadias", e desde então é usada para uma série de protestos e manifestações feministas. A ação - 1, foi apresentada no primeiro sarau (poesia e crônica) e contava com um caderno sob uma mesa, onde com uma caneta o público poderia se manifestar a partir da frase disparadora: "Meu corpo, minhas regras". A Ação - 2, será apresentada no segundo sarau (erótico) e contará com espelhos, onde com batons e lápis de olho, o público poderá se manifestar a partir da mesma frase.


Sarau do PI - Literatura Erótica

Quando: 25 de abril (sábado)

Horário: das 19h às 21h30

Onde: Casa das Rosas – Avenida Paulista, 37 (próximo à estação de metrô Brigadeiro)

Atividade gratuita (livre)

19.3.15

Primeira edição do Sarau do PI, em 2015, vai falar sobre Poesia e Crônica Feminina Contemporânea

Convidadas para o Sarau (a partir da direita): 
Paula Castiglioni, documentário Entre Saltos,
Elisa Andrade Buzzo, Lilian Aquino e Luanah Cruz
Durante o primeiro semestre, o Coletivo PI ocupa a Casa das Rosas, na Avenida Paulista, com quatro saraus voltados para a literatura feminina.

No próximo dia 28 de março – sábado -, será realizada a primeira edição do Sarau do PI: Literatura Feminina Contemporânea, na Casa das Rosas. O sarau é uma tradição desde 2010 do Coletivo PI, agregando às leituras apresentações artísticas diversas. Para esse ano, o núcleo definiu a literatura feminina contemporânea como eixo- condutor. O evento é gratuito e aberto a todos interessados.

Serão quatro edições, de março a junho. Cada edição terá um foco: poesia e crônica; literatura erótica; marginal e por fim, dramaturgia.  A primeira sobre Poesias e Crônicas contará com a presença da escritora Lilian Aquino (saladospassosperdidos.wordpress.com) e as poesias de seu livro “Pequenos Afazeres Domésticos” e da escritora Elisa Andrade Buzzo, (www.digestivocultural.com) que mantém uma coluna de crônicas na revista eletrônica Digestivo Cultural, lendo suas crônicas e poesias de seus livros, como o primeiro Se Lá no Sol. A participação de Paula Castiglioni interpretando músicas de compositoras brasileiras com voz e piano. A exibição do vídeo Entre Saltos, do Coletivo PI, que trata sobre as questões do feminino na sociedade e na arte. E ainda, Luanah Cruz com Me traziam a Lembrança daqui, de..., o quinto experimento da série performática A Experiência da Vida é a Pergunta, no qual a artista se relaciona com o público usando um vestido de mais de 30 metros, que se torna um corpo-feminino-tapete que se transformando ao longo da ação com poesias, desenhos, histórias, carregando o peso e a leveza das memórias.

O ideal deste sarau foi motivado pelas últimas pesquisas do Coletivo PI sobre as questões da construção de gênero e a produção de mulheres no campo da Arte e da Literatura. O sarau reunirá produções literárias, apresentações artísticas e manifestações espontâneas do público presente, criando um ambiente dinâmico e de diálogo, onde todos podem participar, inclusive os homens trazendo suas poetas preferidas.

O Coletivo PI tem a cultura e empoderamento feminino como um dos principais eixos de investigação artística, refletindo e criando performances, realizando debates e escritas que discutam sobre as construções de gênero articuladas as questões da produção cultural e as práticas cotidianas.  Assim, tem trabalhado para abrir campos de atuação e diálogos dentro do cenário cultural e acadêmico.

“Sabe-se que atualmente há uma abertura e estudos contínuos sobre a produção literária feita por mulheres. Mas durante séculos o papel da mulher no campo literário e artístico brasileiro foi ignorado. As mulheres não podiam assinar suas obras, composições. Quantas canções foram nos nomes de maridos e amigos de compositoras. Queremos com essa iniciativa dar mais visibilidades às produções de novas artistas e escritoras.” afirma Pâmella Cruz, diretora do PI e idealizadora do projeto.

Os interessados já podem se programar para a segunda edição, em abril, no dia 25 de abril, com o tema literatura erótica.
           
SARAU DO PI - POESIA E CRÔNICA CONTEMPORÂNEA
Quando: 28 de março (sábado)
Horário: 19h as 21h30
Onde: Casa das Rosas – Avenida Paulista, 37 (próximo à estação de metrô Brigadeiro)
Atividade gratuita (livre)